segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Hurricane Irene: furação clicado por brasileiro amigo


O clique é do filho de uma pessoa amiga. Quando ele morava no Brasil, era uma criança, hoje está casado, é pai, mora em Boston... Postei mais sobre essa foto e o fotógrafo lá no Belverede.


E.A.G.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Jô Soares e as opções por entrevistados fracos

Zapeando, nesta madrugada encontrei o Jô entrevistando um ateu. Parei... 

Eu sempre assisto o Jô por causa de quem ele entrevista, sempre foi assim. E como quase todos os ateus, a tal pessoa que estava no estúdio tentava fazer humor com a fé alheia. Ele se dizia dotado do atributo divino da onipresença e estava sempre online (sic). 

O entrevistado deu informação de um site, como se este site estivesse bombando na Internet. Fui checar, e nas três tentativas que fiz na busca pelo nome do ateu, surgiram opções de pessoas homônimas. Insisti buscando a pesquisa pela opção das imagens. Nada!

Sou insistente. usei três provedores diferentes: Mozilla Firefox, Interner Explorer e Netscape Navigator e recebi deles a mensagem de erro HTTP 500: "Error establishing a database connection". Isto é, o site tem erro de programação; erro de conexão.

A entrevista foi uma aposta do Jô? Se for, parece-me blefe. E blefar contra a audiência jamais será um bom jogo para o apresentador.

Quis ver no que ia dar aquilo, e a salvação do Jô veio com o entrevistador seguinte: o professor de História do Brasil da UFRJ, José Murilo de Carvalho, falando sobre democracia, cidadania. Mas até aí houve algo pitoresco. O docente comentou sobre seu livro e o apresentador quase fez beicinho ao perguntar se ele havia levado um à entrevista e a resposta foi não. O Jô teve que se contentar em ser presenteado com uma revista , que o entrevistado colabora como articulista.

E.A.G.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Danny Berrios é vaiado em Hato Mayor

O cantor recebeu vaias, arremessos de garrafas e copos descartáveis, e até pedradas, após negar-se a cantar devido descumprimento de acordo quanto ao valor a ser recebido pela apresentação.

O fato polêmico, ocorrido na sexta-feira, dia 5, tem por um lado pessoas que consideram Danny Berrios como mercenário e do outro aqueles que levantam a questão de lideranças, ditas cristãs, que não cumprem seus compromissos contratuais. Haja vista que o contratante do cantor ser uma pessoa reconhecida como pastor evangélico.

Romanos 1.18, 22, 28-32, na versão Almeida, Corrigida Fiel, menciona o destino daqueles que são infiéis nos contratos:
"Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. (...) Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. (...) E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem".

Em comunicado oficial, já em Miami, cidade onde reside, Danny Berrios declarou ser alguém que ama a República Dominicana, reconhecer o apoio ao seu ministério dos cristãos da Republica Dominicana, disse lamentar o ocorrido, ter intenção de realizar apresentação gratuita em Hato Mayor, e ainda considerar muito lamentáveis os acontecimentos, culpando o tumulto devido falha de comunicação entre contratantes e contratado.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Globo incentiva estupros em coletivos

João Márcio

Há alguns meses a arroba mais influente do Twitter, como Rafinha Bastos gosta de ser chamado, foi duramente criticado por fazer uma piada sobre estupro dizendo que “mulher feia quando é estuprada deveria agradecer”. Além dos ataques no Twitter, o Ministério Público decidiu investigá-lo por conta da piadinha desrespeitosa e de péssimo gosto. Nada mais justo. Estupro ou qualquer outro tipo de abuso sexual é algo nojento e criminoso. Além disso, uma “piada” como essa fere a dignidade de quem já passou por essa situação e dos seus familiares. Eu tenho um caso de estupro na família e me sinto ofendido quando vejo alguém banalizando algo tão grave.

Paralelo a tudo isso, a nova sensação do sempre engraçadíssimo e inovador Zorra Total [/ironia] conta da história de uma transexual e sua amiga feia que andam em um metrô lotado e suas desventuras cotidianas. Tudo isso em meio a um bordão que se popularizou rapidamente: Ai, como eu tô bandida!



O roteiro do quadro não muda: Janete encontra Valéria, elas comentam sobre a cirurgia de mudança de sexo de Valéria, fazem uma brincadeira de “você gosta?” – “gosto” até o infinito que irrita o telespectador e a personagem, Valéria dá meia dúzia de patadas e apelidos em Janete e, por fim, alguém abusa sexualmente de Janete no vagão lotado. Neste momento Valéria, muito debochada, diz pra amiga aproveitar o momento porque não é sempre que uma mulher como ela tem esse tipo de sorte. Ou seja, em meio a todas as claques e clichês que imperam no programa de sábado, ensinamos semanalmente que a mulher não deve reagir ou se ofender caso seja sexualmente abusada, e caso venha a sofrer um estupro, deve se sentir sortuda, pois nenhum homem gostaria de se envolver com uma mulher feia. Percebam que é exatamente a mesma piada que saiu da boca de Rafinha Bastos e foi absurdamente pisoteada. Porém na Globo sua projeção é outra, torna-se benéfico. Ignora-se o fato do desrespeito a dignidade. O pior de tudo: tal quadro alcança hoje 25 pontos no Ibope. Todo sábado a noite o mesmo roteiro ensina às mesmas pessoas que estupros e abusos sexuais são bençãos, e não devem ser denunciados.

Fica a pergunta: Qual a diferença do estupro de Rafinha Bastos e do estupro de Valéria e Janete? Nenhuma, salvo o poder de penetração da mensagem. Enquanto Rafinha atende a um público mais “elitizado” socio-culturalmente (afinal, ele é defensor do tal ‘humor inteligente’, apesar dos quilos de preconceito), o Zorra Total vai de encontro com um povo que provavelmente não teve acesso a informação e que utiliza na maioria das vezes a televisão como seu quadro negro involuntário. Os quadros subsequentes colocam a mulher como unicamente uma fêmea, um objeto sexual, ridicularizam o fato Presidência do Brasil estar nas mãos de uma mulher e passam uma hora semanal fazendo o retrógrado humor da mulher de pouca roupa, erotizando o telespectador. Esse é o mesmo programa que ensina que estupro é o novo ‘casar e ter filhos’. É um humor machista e misógino. Eu sinceramente não acho a menor graça dessa bandidagem da Valéria.

Aos que não sabem: hoje no Brasil, 43% das mulheres brasileiras sofrem violência doméstica; uma mulher é violentada a cada 12 segundos; a cada duas horas uma mulher é assassinada. E você vai continuar rindo disso?

Publicado no blog Eu Só Queria Estudar, com o título Não é estupro se for na Globo.